Citologia

 

 

Biopsia Aspirativa

A biopsia aspirativa é um procedimento muito simples que permite estudar lesões localizadas em órgãos superficiais ou profundos introduzindo uma agulha de calibre muito fino, no interior da lesão que se pretende estudar e obtendo uma amostra para estudo citológico.

Esta metodologia é frequentemente utilizada para estudar as lesões nodulares da tireóide e cuja natureza determina a atitude a tomar, médica ou cirúrgica.

Ao longo dos anos a nomenclatura utilizada nos relatórios das biopsias aspirativas da tireóide tem evoluído. Em 2011, após um período de transição, foi adotada a nova nomenclatura internacional, conhecida como o Sistema de Bethesda para a citopatologia da tireóide.
Nesta classificação são consideradas seis categorias de diagnóstico e de uma forma genérica a cada um destes grupos deve seguir-se uma orientação do utente previamente determinada.

I – Não diagnóstico ou insatisfatório
Este grupo é muito importante e representa no mínimo cerca de 10% das biopsias aspirativas.
A biopsia aspirativa é uma técnica muito simples na sua execução, mas quando se introduz a agulha e se aspira o tecido do nódulo que se pretende estudar nem sempre se é bem sucedido e só é possível perceber isso na observação ao microscópio. Como é evidente, é necessário repetir o procedimento, de preferência não o efetuando de imediato. Se numa segunda biopsia o resultado se mantiver insatisfatório essa informação é suficiente para se sugerir exérese do nodulo. 

II – Benigno
Este grupo engloba diferentes patologias (nódulo colóide, tireóidite, etc.) e não têm em si uma indicação cirúrgica.

III – Atipia de significado indeterminado (Lesão folicular de significado indeterminado)
Este grupo é muito heterogéneo; engloba patologias muito distintas, que na amostra observada não reúnem as características suficientes para serem classificadas em nenhuma outra categoria. Este grupo leva obrigatoriamente a uma segunda observação, passados 6 meses. Esta segunda observação poderá permitir a inclusão do caso noutra categoria ou manter-se neste grupo, o que é uma indicação para cirurgia com o objetivo terapêutico e diagnóstico.

IV – Suspeito de malignidade
A patologia subjacente a esta categoria diagnóstica é heterogénea e em determinados casos podem ser sugeridos determinados procedimentos para esclarecer o diagnóstico. A possibilidade de a lesão ser maligna é elevada (60 a 75%), pelo que se justifica exérese cirúrgica para confirmação ou exclusão de malignidade.

V – Maligno
A probabilidade de a lesão ser maligna é muito elevada (próxima dos 100%) e tem indicação cirúrgica.


 
 

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